Entenda a operação que investiga indícios de fraude no concurso da PM do Tocantins

  • 20/03/2026
(Foto: Reprodução)
Delegado dá detalhes sobre operação contra fraude no concurso público da PMTO Oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos pela Polícia Civil em Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás contra uma suposta organização criminosa investigada por fraudar o concurso da Polícia Militar do Tocantins. A operação foi realizada na última quarta-feira (18). Segundo apuração da TV Anhanguera, os candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que outras pessoas fizessem as provas em seus lugares. Os mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. Veja o que se sabe sobre a operação. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Documentos apreendidos com suspeito durante operação SSP-TO/Divulgação Como a fraude foi descoberta? Os indícios de irregularidade foram identificados inicialmente pela Comissão Organizadora do Concurso da própria PM. Ao cruzar dados, a corporação percebeu inconsistências e acionou a Polícia Civil. A confirmação técnica veio por meio de exames papiloscópicos (digitais) e grafotécnicos (assinaturas). A polícia constatou que a pessoa que assinou e deixou a digital na primeira etapa não era a mesma que compareceu à segunda fase. LEIA TAMBÉM: Mecânico é avistado por drone e equipe usa trator para diminuir pasto na região de buscas Influenciadora que divulgava Jogo do Tigrinho é condenada à prisão e ao pagamento de R$ 1 milhão Depósito por engano e disputa judicial: veja cronologia do caso de motorista que recebeu R$ 131 milhões de banco Como o esquema funcionava? A organização utilizava "pilotos" — pessoas com alto nível de conhecimento teórico contratadas para fazer as provas no lugar dos candidatos reais. Segundo a TV Anhanguera, os candidatos chegavam a pagar até R$ 50 mil para garantir a aprovação ilícita na primeira fase, realizada em 15 de junho de 2025. Quem são os alvos da operação? Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás. Entre os investigados estão: Cinco candidatos que teriam contratado o serviço; Um agente socioeducativo do Distrito Federal; Um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA); Um ex-policial militar da Paraíba, que já havia sido expulso da corporação por outros crimes. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, o que impediu o contato com as defesas. O concurso será cancelado? Não. Tanto a Polícia Militar quanto a Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora, afirmaram que as fraudes foram condutas individuais e não comprometeram a lisura do certame como um todo. Não houve vazamento de provas ou questões. O que acontece com os candidatos suspeitos? De acordo com o porta-voz da PM, tenente-coronel Thiago Monteiro, os cinco candidatos identificados serão eliminados. Um edital de exclusão será publicado e eles serão substituídos pelos candidatos subsequentes na lista de classificação. Qual a situação atual do concurso? O certame segue em andamento normalmente para os demais candidatos. O concurso teve mais de 34 mil inscritos para vagas de soldados e oficiais. Até o momento, não houve a divulgação da classificação final ou convocações. O que dizem os órgãos envolvidos? A PM do Tocantins afirmou que adotou providências imediatas para resguardar a legalidade e que colabora com as investigações. A FGV informou que atua em cooperação com as autoridades e que o caso não impacta o conjunto do concurso. Já a PRF-PA confirmou que um de seus servidores é investigado, prestou apoio à operação e acompanha o caso; assim como a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) que tem um agente socioeducativo vinculado à pasta entre os investigados. A seretaria informou que o caso foi encaminhado à Controladoria e que providências administrativas serão adotadas se a participação for confirmada. Íntegra na da nota da Polícia Militar do Tocantins A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame. A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes. A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público. A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo. A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais. O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes. Íntegra da nota da FGV A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos. As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos. Íntegra da nota da Sejus do Distrito Federal A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF) informa que acompanha com rigor a situação envolvendo o suposto envolvimento de um agente socioeducativo em uma operação policial deflagrada no estado do Tocantins. Ressaltamos que o caso já foi encaminhado preventivamente à Controladoria Setorial da SEJUS para a apuração dos fatos. A Secretaria reitera seu compromisso com a ética e a transparência pública, assegurando que, caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal. Íntegra da nota da PRF do Pará A Polícia Rodoviária Federal no Pará (SPRF/PA) informa que deu apoio, na última quarta-feira (18), à Operação Última Etapa, da Polícia Civil de Tocantins (PCTO), que investiga supostas fraudes em concurso público da Polícia Militar (PMTO). No Pará, a participação da PRF ocorreu em apoio ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas (TO). Entre os investigados pela operação está um policial rodoviário federal que trabalha no Pará. A PRF acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público. Polícia Civil investiga suposta fraude no concurso da PMTO Divulgação/PCTO Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/03/20/entenda-a-operacao-que-investiga-indicios-de-fraude-no-concurso-da-pm-do-tocantins.ghtml


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